Clemar Exportação Transporte aéreo perde espaço nas exportações e importações do País

Transporte aéreo perde espaço nas exportações e importações do País

A via pela qual o Brasil exporta e importa os produtos mais caros vem perdendo participação no comércio exterior. A fatia do setor aéreo nos envios e compras de bens de outros países caiu nos últimos anos. Tal queda é reflexo do aumento nas exportações de produtos básicos, como os agrícolas, que são exportados principalmente por via marítima, mas também do recuo na venda de bens industriais. Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o porcentual transportado por aviões passou de 18,7% em 2000 para 11,1% em 2018.

O avanço do coronavírus é um novo fator que, segundo os especialistas, pode agravar essa situação. A doença, que já ameaça o transporte aéreo de passageiros, pode levar à redução no comércio mundial e prejudicar os embarques de produtos de maior valor agregado.

A redução da participação do modal aéreo é resultado da desaceleração de importações por via aérea e, principalmente, da alta expressiva das exportações por via marítima. Entre 2008 e 2018, as vendas de produtos básicos cresceram 63%, enquanto as exportações de manufaturados recuaram 6,4%. Apesar da participação do modal aéreo ter caído, o volume exportado em aviões aumentou nos últimos anos, passando de 368 mil toneladas em 2000 para 832 mil toneladas em 2018.

O aumento nos embarques aéreos vai além de estimular a produção e exportação de produtos de maior valor. A CNI preparou um documento que será encaminhado a autoridades com sugestões para a melhoria da infraestrutura.

Em 2018, os principais produtos exportados por via aérea foram reatores nucleares, caldeiras, máquinas, pérolas e pedras preciosas, aparelhos espaciais, materiais elétricos, aparelhos ópticos e de fotografia. O principal parceiro comercial do Brasil por via aérea são os Estados Unidos, que receberam 34,6% das vendas por avião em 2018 e 17,6% das importações em 2018.

Fonte: ESTADÃO.COM.BR

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